terça-feira, 17 de setembro de 2019

Solte as máscaras

Quando despertamos,
escolhemos a máscara
a ser usada naquele dia!
Caberá a ela,
tão somente a ela,
nos proteger das armadilhas
que criamos no território
de nossa mente.
Sim,
é nossa própria mente
que sozinha,
na maior parte das vezes,
constrói e destrói
moinhos fantasmagóricos.
Pense nisso
e viva com menos máscaras!

Mariusa Petri

16/09/2018

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Sobre viver e amar



Ilusão acreditar que viver é ter, pois só quando somos é que vivemos. Um amor verdadeiro, Profundo, só é quando há entrega, doação. Não existe na posse, no aprisionar, no exigir Portanto, não basta ter um amor,
é preciso ser. É esse amor que faz vibrar o melhor de nós. Em momento algum espera, apenas emana A transparência desse encontro de almas É visível a tudo e a todos. Por que então fechamos os olhos? Cessamos quando a luz começa a irradiar? Medo de quê? De conhecer quem realmente somos? Muitos por aqui passam e partem sem saber de si. Sem conhecer o verdadeiro amor, sem vivenciar a caridade e a gratidão. Enganam o próprio coração, quando mentem e longe da verdade dormem. É tão mais fácil ser do que ter.
Quando iremos entender?

Mariusa Petri
11/09/19

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Setembro

Setembro é mês amarelo, sabe por quê? Mês de prevenção ao suicídio. Sinal de alerta.

Estados depressivos são muitas vezes invisíveis aos olhos (de pessoas próximas a quem sofre) e o suicídio pode ser um resultado desse estado da alma. Uma derrota para aqueles que ficam e falso alívio para aquele que parte. Por isso, a importância da prevenção, do diálogo, do olhar atento àqueles que estão próximos a nós.

Já estive, por muitos momentos de minha vida, em estados de tristeza e incompreensões, principalmente, quando recebi o diagnóstico da Fibromialgia: "sentirá dores intensas, enquanto vida tiver". Jamais esquecerei tais palavras.

Perante tal sentença, como não questionar a tudo e a todos? As inquietações me fizeram fechar os olhos para a vida externa e passei, desde então, a olhar mais para mim, para meu eu.

Sentimentos inundaram meu ser, dos piores aos melhores. Os questionamentos foram demasiadamente incessantes, nem todas as respostas obtive, mas olhar para meu interior, redescobrir quem eu era, do que gostava, o que realmente desejava fazer, quais eram os meus sonhos, foi um divisor de águas em minha vida.

Pelo exposto, após anos de inquietações, sou grata à Fibromialgia, e a denomino vez ou outra de Despertador, pois quando as crises chegam, sei que é hora de Desacelerar, de Descansar, de Refletir e de me Amar em primeiro lugar, depois disso, posso dar continuidade à minha missão de amor ao próximo.

Cuide mais de você, não espere por um Despertador em sua vida, AME-se antes disso.

Mariusa Petri
04/09/2019

sábado, 31 de agosto de 2019

Nem sempre foi assim

O Sol já nascera a horas
E eu ainda em repouso.
Um corpo prisioneiro,
Enquanto o espírito voa.

Sinto-me derrotada,
Por dores físicas tomada.
Por terra vi cair, 
tantos sonhos em devir.

Mulher guerreira,
De espírito forte,
De corpo debilitado,
Pela dor dominado.

Outrora já tive energia,
Disposição, agilidade 
ou seja lá o que for... 
Agora, me resta
Todos os dias renascer.

Morrer já é rotina.
Aliás, há muito assim tem sido.
E apesar de não entender 
Todos os dias eu morro. 
E não sei por quanto tempo assim 
Ainda terei que viver.

Mariusa Petri
31 de agosto de 2019

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Pulmões

O ar escapa.
A dor aperta.
Os sonhos lacrimejam.
A porta entre aberta,
ruge como tapa,
que a fera almeja .

As lágrimas descem a alma,
e as forças se abstentem.
Ruge fera que acalma.
As batidas freneticamente fracas.

Quase me interrompe a faca,
tão áspera e violenta.
A fera, os pulmões ataca,
dita últimos suspiros
e complementa.

Tão viva
e tão próxima da morte.
Deixada a si mesma,
a sua própria sorte.
Quem sabe rasgue
e corte.
Viver é respirar e transpirar  constantemente.
É sangrar
internamente
e continuar.

Ana Carla Morigi
20 de maio

sábado, 27 de julho de 2019

Os acordes a bater do tempo cronológico


Triunfo sobre a vida
e vivo um dia a menos,
mesmo sem saída,
perdido entre tempos e tempos.

A sentir o escandaloso cheiro
de alma moída,
enquanto as folhas dançam
e o alto sublime outono desce.

Centenas de anos traspassados
se entrelaçam.
É de ultrajes que se padece
e um a um a humanidade enterra.

Diz que se pudesse
indiferentemente a hoje, viveria.
Sem fazer cortar,
culminando com uma parte boa.
Ultimato?
Talvez se reconstituiria,
então a parte que soa
mostrar ia-se pura.

A redenção foi legítima.

Vendo a ti restantes brisas,
inundando o velho oceano.
Distante, ele abre prismas,
as feridas mórbidas de mártires
em um mundo errôneo.
                                                         
                                            Ana Carla Morigi
Confreira da ALB (Academia de Letras do Brasil), seccional Mamborê, cadeira 10, poetisa convidada pelo blog Uma Eterna Aprendiz.
26 de março de 2019

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Aprendendo sobre o amor



Comparo o amor verdadeiro ao mar,
perdoe-me a demora em fazê-lo!

Como posso querer-te só pra mim?

É como se eu tomasse toda a sua imensidão
e não permitisse que mais ninguém o sentisse,
o admirasse, o tocasse...

Quão egoísta eu seria se o fizesse!

Ao atingir essa dimensão, 
me sinto plena e em paz.

Pois, sei que muitas outras pessoas
terão a oportunidade de conhecer o amor:
ao ver,
ao tocar,
ao admirar,
ao sentir o mar,
mas também,
por saberem que você livre está,
para ser mar e amar.

Saiba você,
o amor só aumenta em meu peito,
pois contigo aprendi
que amar é dar,
sem expectativas de retorno,
sem tomar posse.

É isso que chamamos de expansão?

Se é, posso afirmar que,
me sinto pronta para a quinta dimensão.

Amo-te por todo o sempre,
mas atenta e vivendo o agora.

Mariusa Petri
18 de Julho/2019

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Recomeços

De repente ficou só calmaria.

Dói romper cordões, 
Mas não há como o novo chegar,
Se no velho permanecer.

O barulho foi intenso,
Estrondoso.

Muitos cacos pelo chão,
Sangue e ferimentos por toda parte.

Quando o silêncio chegou,
Os ferimentos límpidos ficaram
E a cicatrização iniciou.

A paciência está presente 
e traz paz.

Mariusa C B Petri
11/07/2019

sábado, 22 de junho de 2019

Flor

Lembre-se, todos os dias,
ela é delicada
como uma flor:
precisa ser regada,
necessita de adubação,
de diálogo, carinho e amor.

Não queira dela o melhor perfume,
Se não protegê-la para que possa exalá-lo.
Se tratá-la assim,
jamais perderá seu amor,
não mais precisará sentir ciúmes,
visto que ela desejará permanecer ao seu lado,
até a velhice, até a última pétala secar.

Chamava-a de flor,
porém disso esqueceu.
Tentou lembrá-lo,
insistentemente.
Mas o egoísmo não permitiu que ouvisse,
apenas seu ego em evidência permaneceu.

A doce flor adormeceu,
para os sonhos que contigo partilhou,
não mais ao seu lado despertará,
pois ao secar,
suas sementes,
em nova terra há de brotar,
para novo jardineiro dela cuidar e amar.

Mariusa Cristiane Baum Petri
20 de abril de 2019

A despedida

Quando a inspiração vai embora,
o que resta é o ritual da despedida...

Quando você voltar,
sei que a poesia,
de mãos dadas contigo,
pela porta, irá chegar.

Como poderei eu,
sem vocês continuar?

Se posso,
ainda não sei responder,
a única certeza, neste momento,
é que cada minuto sem vocês,
meu amor e minha poesia,
são como anos sem viver.

Mariusa Petri
19/06/19

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Eu sou do sol,
mas quando ele tímido está,
busco energia na lua e nas estrelas...

O som da chuva
me agrada
imensamente
também.